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Paralisação da coleta de animais mortos nos municípios preocupa prefeitos de Faxinal e Vargeão

03/05/2019 às 13h56

Em 2016, foi lançado o projeto de Lei nº 5.851 que disciplina o aproveitamento de carcaças de animais de produção e resíduos animais no campo para fins não comestíveis. Segundo o texto, de autoria do deputado Valdir Colatto, os resíduos de animais oriundos de estabelecimentos rurais autorizados poderão ser recolhidos e processados em indústrias não alimentícias gerando proteínas sólidas, gordura fundida e água. Esses produtos poderão ser utilizados como ingredientes para adubos, biodiesel, produtos de higiene e limpeza, bem como para outros insumos da indústria química. O projeto foi aprovado na Câmara de Deputados, mas ainda aguarda apreciação pelo Senado Federal.
No ano seguinte, em 2017 através de um projeto piloto no Brasil, o recolhimento, e destinação das carcaças de animais do Oeste do Estado passa a ser realizado pela empresa Cbrasa de Seara, que atende 75 Municípios no Oeste Catarinense, nove da região do Alto Irani, Faxinal dos Guedes, Vargeão, Ponte Serrada, Passos Maia, Xanxerê, Marema, Xaxim, Lajeado Grande, Ipuaçu, resolvendo um constante problema das administrações.
A empresa realiza a coleta e a partir deles manufatura a gordura que é revendida para Biodiesele produz farinha que atualmente só pode ser utilizada como adubo. Como o processo é de alto custo, o que a empresa busca é que seja possível a exportação da farinha, que segundo o gerente da unidade da empresa CBRASA em Seara, Leonardo Biazus, é o mais rentável, porém para isso é necessário a assinatura da normativa junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
“O projeto de recolhimento e destinação correta das carcaças coletadas nos municípios da nossa empresa é piloto, único em Santa Catarina e no Brasil. Iniciamos a operação em 2017 após projeto de lei do Deputado Colatto, tivemos apoio dos órgãos públicos como Cidasc, Embrapa, dos prefeitos da região, mas ainda há a barreira Federal”, comenta.
Desde sua criação, mais de 82 mil coletas de animais mortos foram realizadas pelo projeto, em mais de 9 mil propriedades, retirando diariamente cerca de 60 toneladas porde animais, que antes eram enterrados ou incinerados.Em 2018 foram recolhidas e processadas pela empresa, 11 mil toneladas e 239 mil cabeças de suínos e bovinos.
Com a atual situação a empresa concedeu férias coletivas aos mais de vinte colaboradores e anunciou a paralisação das atividades de coleta de animais mortos em propriedades rurais a partir desta segunda-feira (06), e caso não haja avanços na normatização dos serviços, as atividades serão encerradas em definitivo.
A situação já preocupa os municípios que precisam dar destinação correta as carcaças, para isso, uma reunião está sendo marcada junto a Bancada de Deputados do Oeste em Florianópolis, para solicitar apoio.Segundo a deputada Marlene Fengler, um documento será encaminhado para o Ministério da Agricultura em Brasília.
A presidente da AMAI e prefeita de São Domingos, Eliéze Comachio comenta que os prefeitos buscarão, em audiência com a bancada, uma sensibilização para movimento junto ao Ministério da Agricultura para tornar possível a venda do produto final pela empresa, para que o serviço se torne viável e assim retome a coleta nos municípios, dando destino correto aos animais mortos.
Confira o número de animais coletados em cada município da AMAI no ano de 2018.


ANIMAIS RECOLHIDOS 2018
BOM JESUS
15
ENTRE RIS
730
FAXINAL DOS GUEDES
1523
LAJEADO GRANDE
955
MAREMA
2634
PASSOS MAIA
2711
PONTE SERRADA
1474
VARGEÃO
474
XANXERÊ
2101
XAXIM
227
TOTAL 2018
12844
 

Fonte: AMAI



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