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Abraham Weintraub: saiba quem é o novo ministro da Educação

Weintraub assume o MEC após gestão marcada por controvérsias e recuos. Ele atuava como secretário-executivo da Casa Civil, cargo apontado como "número 2" da pasta de Onyx Lorenzoni.

09/04/2019 às 07h16
Atualizada em 09/04/2019 - 13h54

Abraham Weintraub é o novo ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro. Ele foi anunciado nesta segunda-feira (8) após a demissão de Ricardo Vélez Rodríguez. Weintraub era secretário-executivo da Casa Civil, cargo considerado o "número 2" da pasta de Onyx Lorenzoni.

Antes, atuou na equipe do governo de transição de Bolsonaro. Junto com o irmão, Arthur Weintraub, foi responsável pela área de Previdência no período. Os dois foram indicados a Bolsonaro por Lorenzoni.

De acordo Valdo Cruz, a nomeação do economista, segundo assessores diretos do presidente Jair Bolsonaro, funciona como uma solução de meio termo para apaziguar os ânimos de militares e do escritor Olavo de Carvalho, que disputavam nos bastidores quem iria fazer o sucessor de Ricardo Vélez Rodríguez.

Uma das maiores críticas a Vélez era sua falta de capacidade de gerenciar o ministério, pasta sobre a qual ele nunca teve total autonomia.

Weintraub substitui Vélez após pouco mais de três meses de uma gestão marcada por diversas controvérsias e recuos. Houve ao menos 14 trocas em cargos importantes na pasta, editais publicados com incongruências, e que depois foram anulados, além de frases polêmicas de Vélez, que levaram a críticas.

Abraham Weintraub é formado em ciências econômicas pela Universidade de São Paulo (1994). Apesar de ter sido apresentado como "doutor" pelo presidente Jair Bolsonaro, ele é mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na iniciativa privada, trabalhou no Banco Votorantim por 18 anos, onde foi economista-chefe e diretor, e foi sócio na Quest Investimentos.

O ministro da Casa Civil conheceu os irmãos Weintraub em um seminário internacional sobre Previdência realizado, em 2017, no Congresso Nacional.





 

Fonte: G1



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