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Juiz ousa e agiliza audiências utilizando chamadas por vídeo

O acordo é enviado por WhatsApp para a parte e o advogado que estão longe.​

30/01/2019 às 09h36
Atualizada em 31/01/2019 - 13h13

 A dificuldade de reunir as duas partes envolvidas em um processo, por causa da distância, estava inviabilizando o fim do caso. Situação comum em diversas unidades jurídicas, mas que na Vara da Família, Infância e Sucessões da comarca de Concórdia foi resolvida de uma maneira simples. Da necessidade surgiu a ideia de facilitar a audiência por meio de uma chamada por vídeo disponível em um aplicativo de celular. É uma ligação telefônica em que as duas partes conseguem se ver através do aparelho.
O juiz responsável pela Vara, Samuel Andreis, explica que os técnicos em suporte de informática da comarca auxiliam com a operação e conectam a ligação no computador. Assim a parte envolvida presente na audiência do fórum consegue ver e ser vista pela parte que está em outra cidade. “É inegável o fato de que a audiência com as duas partes presentes, fisicamente, facilita o acordo, mas temos um excelente índice de resolubilidade utilizando o sistema de chamada por vídeo. Conseguimos conciliação em 70% dos casos atendidos com a tecnologia”, destaca o magistrado.

Andreis lembra que o procedimento foi usado pela primeira vez em 2016 e, durante o ano de 2018, foram feitas 13 chamadas por vídeo em audiências. Quem vai receber a ligação é avisado com antecedência para poder se organizar com a estrutura necessária que é basicamente um celular ou computador e internet, além de estar disponível na hora marcada. “Utilizamos o aplicativo apenas para casos em que uma das partes mora longe e não tem condições financeiras para viajar até o nosso fórum. É uma tecnologia simples e disponível a todos. Temos recebido muitos elogios por facilitar a audiência dessa forma, principalmente de advogados”, ressalta.  

O juiz cita que várias situações atendidas pela Vara foram resolvidas assim em audiências de divórcio, guarda dos filhos, inventário e pensão alimentícia. Dessa maneira foi possível ouvir partes residentes na Alemanha, Catar, Estados Unidos e Portugal, além de moradores de estados brasileiros distantes como Bahia e Mato Grosso. “Pela internet, o custo é praticamente zero para as partes e conseguimos agilizar um processo que poderia se estender por anos pela dificuldade de deslocamento dos envolvidos. Continuaremos usando a tecnologia sempre que necessário para resolver os problemas das partes”, finaliza o magistrado.

Fonte: Ascom



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