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"Entregamos um Estado muito mais enxuto", diz Pinho Moreira ao deixar governo

Ex-governador, que assumiu após a renúncia de Raimundo Colombo, destacou avanços na Segurança Pública e na Saúde

02/01/2019 às 07h00
Atualizada em 03/01/2019 - 07h04

A tarde de solenidades na posse do governador Carlos Moisés da Silva também reservou momentos de despedida, notadamente do ex-governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) e do atual presidente do Legislativo, Silvio Dreveck (PP), que não se reelegeu para um novo mandato.

Numa quebra de protocolo acordada previamente, por não ser comum que governadores de saída discursem, Pinho Moreira destacou as ações tomadas no apagar das luzes do último governo — ele assumiu em fevereiro, após a renúncia de Raimundo Colombo.

​O ex-governador apontou que o momento econômico ainda era crítico, com a folha de pagamento dos servidores acima do limite legal e um déficit orçamentário previsto de R$ 2 bilhões.

—Com gestão, economia, contenção absoluta dos gastos públicos, nós entregamos agora um Estado muito mais enxuto, menor. Reduzimos o déficit para R$ 500 milhões, cumprindo rigorosamente a Lei de Responsabilidade Fiscal — destacou.

Pinho ainda defendeu que o governo anterior alcançou melhorias nos indicadores da segurança pública, como na redução de homicídios, e em frentes da saúde, como no estoque de medicamentos dos hospitais públicos. Para o ex-governador, foi o anseio por mudanças da população que levou Moisés e Daniela ao Centro Administrativo.

—Nenhuma mudança talvez tenha um significado de tanta ruptura quanto a eleição de Carlos Moisés e Daniela Reinehr. Apresenta-se uma mudança importante nos costumes, na forma de administrar a administração pública, nas ações políticas — analisou.

Ainda na condição de presidente da casa, porque a nova Legislatura só inicia em fevereiro, o deputado Silvio Dreveck encerrou a sessão de posse também em tom de despedida.

—A nossa Assembleia Legislativa tem sido um exemplo, não só para Santa Catarina, mas para o Brasil. Principalmente pelos parlamentares que aqui vêm, sem exceção, sem partido, todos com compromisso, com responsabilidade. A democracia permite, e assim deve ser, que haja também um contraponto, que haja oposição. Mas é necessário ter responsabilidade naquele momento em que o Estado precisa de cada parlamentar. Essa resposta sempre teve e não tenho dúvida de que também não faltará nos próximos quatro anos— concluiu.
 

Fonte: NSC Total



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