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Economia de SC atinge patamar pré-crise e expectativa é de crescimento, avalia Fiesc

Santa Catarina teve um ano de retomada da economia e a expectativa é de manter o crescimento em 2019. A atividade econômica no Estado, por exemplo, atingiu em setembro patamar muito próximo ao de 2014, no período pré-crise. O desempenho estadual está 0,5% abaixo do registrado naquele ano, atrás apenas do Pará, com 1% de alta. No país, o índice está 6,2% abaixo do resultado de 2014. Os dados foram apresentados nesta terça-feira pela Fiesc.

12/12/2018 às 06h37

No acumulado do ano até setembro, conforme dados do Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (IBCR) do Estado cresceu 2,7%, acima da média nacional, que foi 1,2% no período. O IBCR é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) e inclui informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

— O ano de 2014 foi o início do decréscimo da economia brasileira e que coincidiu com decréscimo da economia catarinense. Agora nós somos o segundo Estado em recuperação em relação a 2014, bem à frente de outros. Estamos equilibrando o que tínhamos. Há uma recuperação, mas em cima de uma perda bem significativa — pondera o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar. 

De janeiro a outubro foram registrados aumento na produção industrial (4,4%), nas vendas do setor (13,3%), na exportação (4,8%), na importação (24,1%) e no saldo de empregos da indústria de transformação (22,5 mil vagas) no Estado. No total, em todos os setores, Santa Catarina precisaria um saldo de 62 mil vagas de emprego neste ano para suprir as perdas de 2015 e 2016. Até outubro, foram registrados 54 mil novos postos de trabalho.

— Vale lembrar que o mês de dezembro é comumente negativo, em função dos contratos temporários. Ainda assim, a indústria de transformação catarinense é a segunda que mais gera empregos do Brasil, mesmo em termos absolutos, ficando atrás apenas de São Paulo — completa o presidente da Fiesc.

Ele acredita que essa recuperação econômica, evidenciada nos principais indicadores, está relacionada a alguns fatores, como a participação significativa da indústria na geração de riqueza em SC, além de o Estado ter uma matriz diversificada. 

— Tivemos queda significativa em maio, provocada pela greve dos caminhoneiros, que impactou muito na economia de SC. Mas nós temos razão para estarmos bem otimistas para 2019, esse é o sentimento do industrial catarinense. Vários indicadores nos mostram que a economia irá crescer no Estado no próximo ano. 

Esse otimismo aparece no índice de confiança do industrial, que em novembro (66 pontos) foi o maior desde o início da série histórica. Aguiar cita ainda os investimentos anunciados por grandes empresas para 2019, que somam R$ 6,6 bilhões, com estimativa de gerar cerca de 4 mil empregos, conforme informações da Investe SC, agência de atração de investimentos que é uma parceria da Fiesc com o Governo de SC. 

Mas reforça que para manter o crescimento é fundamental apostar em internacionalização, já que resultados de exportação e importação, apesar de positivos, ainda estão bem abaixo do potencial do Estado. Além de investimentos em inovação e infraestrutura, que considera área de "deficiência enorme no Estado e que impacta na competitividade". 

 

Fonte: Diário Catarinense



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