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Sósia de Mbappé, W. Silva fala sobre amizade com Coutinho e fase pelo Inter: "Não vim à toa"

Após superar dificuldades ao longo do ano, atacante vibra com chances pelo Colorado e projeta permanência para 2019

08/11/2018 às 06h39

Wellington Silva começa a falar sobre as chances cada vez mais frequentes pelo Inter nesta reta final do Brasileirão e logo desanda a sorrir. A reação é instantânea e até natural. Basta olhar para as dificuldades vivenciadas pelo atacante ao longo de 2018 para entender sua felicidade.

O camisa 11 superou uma série de problemas físicos nos primeiros meses do ano e enfim ganha minutos como um reserva de luxo para a equipe de Odair Hellmann na briga pelo título do Brasileirão. No último domingo, Wellington deixou o banco para dar uma assistência a Rodrigo Moledo, na virada por 2 a 1 sobre o Atlético-PR. Na partida anterior, foi de um chute seu que nasceu o gol, em rebote de Jonatan Alvez, no empate em 1 a 1 com o Vasco.

Antes de tudo isso, foi preciso boa dose de persistência ao longo de 10 meses para enfim dar um sinal tardio de que irá corresponder às expectativas de sua contratação, fechada ainda em janeiro. Ao chegar ao clube, o atacante teve de enfrentar a fisioterapia para se recuperar de uma lesão no púbis.

Durante o ano, mais dois problemas físicos atrapalharam sua sequência e quase o fizeram buscar novos ares, diante de sondagens na intertemporada. Mas Wellington ficou no Inter. E quer dar a resposta tão esperada em campo para cativar sua permanência para 2019.

A diretoria colorada, aliás, já manifestou desdejo de contar com o atleta na próxima temporada. O jogador está emprestado pelo Fluminense até o fim do ano, com opção de compra prevista no contrato.

Wellington recebeu a reportagem do GloboEsporte.com após o treino de terça-feira, no CT do Parque Gigante. Ali, falou do presente, do futuro e demonstrou que as dificuldades já residem em um passado que não quer mais revisitar. Mas também se permitiu conduzir a entrevista a uma verdadeira "resenha".

Com o funk do "DJ" Rossi ressoando no vestiário como trilha sonora, o atacante falou sobre o apelido de "Mbappé colorado" e até da amizade – e da rivalidade no futsal – com o conterrâneo Philippe Coutinho, hoje no Barcelona.

A diretoria colorada, aliás, já manifestou desdejo de contar com o atleta na próxima temporada. O jogador está emprestado pelo Fluminense até o fim do ano, com opção de compra prevista no contrato.

Wellington recebeu a reportagem do GloboEsporte.com após o treino de terça-feira, no CT do Parque Gigante. Ali, falou do presente, do futuro e demonstrou que as dificuldades já residem em um passado que não quer mais revisitar. Mas também se permitiu conduzir a entrevista a uma verdadeira "resenha".

Com o funk do "DJ" Rossi ressoando no vestiário como trilha sonora, o atacante falou sobre o apelido de "Mbappé colorado" e até da amizade – e da rivalidade no futsal – com o conterrâneo Philippe Coutinho, hoje no Barcelona.

> Confira a entrevista:

GloboEsporte.com: Você viveu um início de ano complicado e tem ganhado espaço. Encara essa reta final como a chance de mostrar quem é o Wellington Silva para os colorados?

Wellington Silva: Sem dúvidas. Foi um ano muito difícil, perdi a pré-temporada. No meio do ano joguei, fiz gol e saí machucado. Mas o professor (Odair Hellmann) vem confiando em mim, dando oportunidade para poder jogar. Me senti feliz de novo em campo. Jogador não gosta de estar de fora, gosta de jogar, sentir aquela coisa boa. Estou muito feliz. Nessa reta final espero aproveitar bastante as oportunidades com a camisa do Inter.

"Tem que fazer alguma coisinha para ajudar. Isso foi muito importante", sobre assistência contra o Atlético-PR

Você participou da jogada que originou o gol contra o Vasco. Depois, contra o Atlético-PR, fez a assistência para o Moledo. Dá para dizer que está se tornando um 12º jogador?

A equipe tem jogado muito bem. Quem está fora não pode reclamar nem estar triste. Tem que ficar feliz. A briga está muito boa, o treinador fica com a cabeça a mil, pensando em quem escalar. Temos que continuar trabalhando, independente de estar jogando ou não, e dar o melhor a cada dia. Se puder entrar no segundo tempo ou começar jogando, tanto faz, quero jogar, quero ajudar. Se for 30 ou 10 minutos, quero sempre ajudar e terminar bem essa temporada.

No último jogo, a sua entrada provocou algumas vaias para o Odair, mais pela saída do Leandro Damião. Como foi entrar em campo assim?

Para o treinador, é difícil. Tem que tomar decisão. Nem sempre vai acertar. Na substituição que ele fez, foi muito bem. Porque eu fiz a assistência. O Rossi entrou e sofreu o pênalti, o Pottker foi quem deu o passe. Nas três substituições que ele fez, os jogadores entraram bem. É normal o torcedor não gostar. Damião tem nos ajudado muito. Corre o tempo inteiro, marca, nos incentiva. Ele ajuda muito. A torcida ficou chateada, mas deu tudo certo e ninguém ficou mal.

E dando o passe para o gol melhor ainda, né?

(Risos). Claro. Não podia passar em branco. Tem que fazer alguma coisinha para ajudar. Isso foi muito importante.

No meio do ano o Inter recebeu sondagens por ti e teve uma conversa contigo para reforçar a confiança no teu futebol. Esse bastidor foi importante?

A diretoria fez um investimento em mim para me tirar do Fluminense, mas foi um ano muito difícil. Acredito muito no meu potencial, não vim aqui à toa. É difícil vir ao clube e não poder atuar o ano inteiro. Eles confiaram em mim, a gente conversou bastante. Como não vinha jogando, chegamos a falar sobre uma possível saída. Mas, graças a Deus, fiquei, aprendendo, me acostumando com a cidade. Tudo dando certo. Tudo mudou para mim. Fico feliz com esse momento e quero terminar bem o ano.

"Estou feliz, aproveitando cada momento. Já que não pude jogar durante a temporada, tenho a oportunidade agora de terminar bem"

Voltando à recuperação de sua lesão... O que foi mais difícil naquele período?

Acho que quando o jogador está machucado, impossibilitado de treinar ou trabalhar, é a pior coisa. A gente acorda feliz para trabalhar, fazer o que a gente ama e chegar ao clube e ficar deitado... Isso é muito difícil, mas superei, ficou para trás. Estou feliz, aproveitando cada momento. Já que não pude jogar durante a temporada, tenho a oportunidade agora de terminar bem. Mas nem sempre é como começa, mas como termina. Quero dar o meu melhor e terminar essa temporada bem.

Nesse período em que você ficou fora, o Odair ajudou você a seguir firme, até pelo perfil mais descontraído dele?

Sem dúvidas. É uma grande pessoa, um grande treinador. Todos têm visto o trabalho dele. Está começando agora. É um cara humilde que quer conquistar o mundo. Isso é muito bom. A gente conversava, ele falava que o momento ia chegar. Foi muito bom para aprender. Eu chegava em casa triste, não sabia o que fazer. Isso passou. Espero dar meu melhor. Está confiando em mim, me dando oportunidade. Quero devolver a confiança com bons momentos em campo.

A família também costuma ser muito importante nesses momentos, né?

Sou muito familia desde pequeno. Eles vieram passar um tempo comigo. Sabiam o momento que estava passando. Foi muito bom para mim ter eles comigo, para estar feliz. Para ter minha base em casa. A gente se falando, todo mundo feliz, dizendo que esse momento ia chegar. Esse momento também dedico a eles. Agora que tudo está dando certo, não só nisso, mas a família é importante em todos os momentos.

Esse período afastado pela lesão pode pesar na hora de negociar sua permanência no Inter? Para ter mais um ano para mostrar seu trabalho?

Para um time contratar um jogador que passou o ano inteiro machucado é muito difícil. A gente tem que estar sempre bem para jogar, abrir outras portas. Não joguei, foi difícil. Mas agora mudou, estou indo bem. Não sei o que vai acontecer. Tenho contrato com o Fluminense. O Inter é um grande clube, com muitas histórias. Estou gostando muito. Se puder ficar aqui, para crescer mais um ano, ficaria muito feliz.

Já tem alguma conversa nesse sentindo, com teus empresários e diretoria?

Sim. Eles me falaram esses dias. Mas prefiro não me meter, deixo para eles. Agora que tenho a oportunidade de voltar a jogar, não quero que nada possa me atrapalhar. Quero focar nos jogos que tem, ir bem, para que dezembro e janeiro possam ter as conversas. Espero fazer o que eu amo e tranquilo.

"Muita gente me marca (nas redes sociais). Fico feliz com essas brincadeiras. Um grande jogador. Ser comparado com ele me deixa feliz", sobre a comparação com Mbappé.

Do outro lado tem o Fluminense, a equipe que em que você surgiu muito bem. Isso pesa também?

Sem dúvida. Todo mundo me manda mensagem, para voltar para o Flu, isso me deixa muito feliz porque todo mundo sabe que comecei no Fluminense com oito, nove anos. Tenho um carinho e amor muito grande pelo clube e à camisa. O que depender de mim, onde estiver, vou dar o meu melhor para honrar a camisa.

A gente sabe que você tem alguns apelidos no elenco... É o Donatello ou o Mbappé Colorado que está falando com a gente?

(Risos). Me chamam muito dos dois. Me marcam em muita foto, também, quando ele joga. Muita gente me marca (nas redes sociais). Fico feliz com essas brincadeiras. Um grande jogador. Ser comparado com ele me deixa feliz.

Em seu Instagram, você tem algumas postagens com o Neymar. Ele já levou essa semelhança até o Mbappé?

A gente jogou juntos em 2009, na Espanha, contra. Mas não nos falamos no dia a dia. Não sei se já fez. Mas foi uma boa ideia. Vou mandar mensagem para ele (Neymar) mostrar uma foto para ele (Mbappé).

Dá para ver que você é amigo do Philippe Coutinho. Como é esta amizade?

Nessa mesma época em que eu joguei junto na Seleção com o Neymar, tinha Coutinho, Wellington Nem, Alisson. Foi no Mundial de 2009, na África. Pude conhecer toda essa galera. O Coutinho é do Rio. A gente jogava futsal contra. É um grande amigo. Merece tudo o que aconteceu na vida dele, não mudou até hoje. Cara humilde, gente boa. Sempre que ele está no Rio, me avisa. Eu joguei no Bolton, e ele estava no Liverpool. Morava na cidade ao lado. Todo o final de semana, passava na casa dele.

E quem levava a melhor no futsal?

Era uma briga boa. Ele era um ano mais velho. A gente jogava em categorias diferentes, mas sempre foi diferenciado. Até hoje continua sendo.

Você falou do período no Bolton. Como foi sair do Brasil com muita expectativa e chegar a um clube do tamanho do Arsenal, em que conviveu até com o Henry?

Foi muito bom. Era uma criança. Nunca tinha saído de casa. Foi minha segunda ou terceira viagem. Oportunidade única. O que aconteceu de ruim foi que cheguei e fiquei sabendo que teria que ir para a Espanha. Isso me atrapalhou bastante. Fiquei na Espanha, rodando em cada ano um clube diferente. Mas pude crescer e aprender muito como pessoa e atleta. Levo para a minha vida. Espero voltar.

Projetando essa sequência do Brasileirão... Ainda acredita no título?

O Palmeiras tem grande equipe. Não fizeram boa campanha no primeiro turno, mas no segundo tiveram bastantes vitórias seguidas. Tem um grande elenco. Bota o time titular, bota o reserva, fica a mesma coisa. Temos que fazer nossa parte, ir jogo a jogo. Não adianta torcer para acontecer alguma coisa lá se não fizermos nosso trabalho. Temos o Ceará fora de casa, que tem feito grandes partidas. Temos que ter cuidado, cautela.

O Ceará deve ir para cima do Inter, até pela situação delicada na tabela. Ter Wellington para puxar contra-ataque não é mau negócio, né?

Eles estão precisando. Em casa, estão lotando bem o estádio. Torcida está dando bastante apoio. Temos que saber jogar com inteligêmcia, com calma. Temos jogadores com muita qualidade, podendo resolver o jogo a qualquer momento. Não adianta sair abafando, querendo fazer tudo de uma vez. E eu vou estar lá. Se o professor contar comigo, vou estar lá preparado para poder ajudra a equipe.
 

Fonte: G1



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