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Preço do gás de cozinha vai subir nos próximos dias em SC

O reajuste de 8,5% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) nas refinarias da Petrobras, anunciado nesta segunda-feira pela estatal, deve chegar às cozinhas dos catarinenses nos próximos dias. Porém, o sindicato dos revendedores em Santa Catarina diz que não tem como precisar de quanto será o aumento do botijão de gás de 13 quilos para o consumidor, porque os preços são variados e depende da margem de cada distribuidora e revendedora.

07/11/2018 às 07h09
Atualizada em 08/11/2018 - 06h12

Caso seja considerado o preço médio do botijão em SC no levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) da semana passada, que era de R$ 67,8, um reajuste de 8,5% daria um aumento de R$ 5,6 no produto. 

No entanto, o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás (Sinregás-SC), Jorge Magalhães de Oliveira, não acredita que seja repassado o aumento integral no preço final, ou seja, o acréscimo deve ser inferior a esse valor:   

— Aquelas empresas que ainda têm estoque vão vendendo com preço antigo, e vão repassando aumento conforme vai sendo reabastecido. O preço é liberado e ninguém é obrigado a repassar, mas o aumento vai chegar ao consumidor final porque é na produção, então afeta toda cadeia. 

Oliveira explica que as distribuidoras que adquiriram unidades nesta terça-feira já compraram com aumento de preços, que depois deve ser repassado à revendedoras e, consequentemente, aos consumidores. 

Com a revisão do preço do GLP nas refinarias em 8,5%, o produto passa a ser vendido para as distribuidoras por R$ 25,07, um reajuste de R$ 1,97 por botijão. Mas esse preço da produção responde por cerca de 33% do produto, o restante é composto por impostos, custos de transporte e distribuição. 

Fonte: Diário Catarinense



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