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Dia do Bombeiro: Os desafios e as emoções de quem tem como missão salvar vidas

02/07/2018 às 10h36

Dia dois de julho, marca o Dia Nacional do Bombeiro, como forma de homenagear todos os profissionais que trazem na rotina a dedicação para salvar vidas. A cada atendimento, os segundos fazem a diferença e muitas vezes essas pessoas expõem as suas próprias vidas em benefício do outro. Uma profissão com muitos riscos, mas que traz um sentimento unânime a todos os profissionais: amor. O brilho nos olhos ao falar dos atendimentos, operações e rotinas é frequente ao conversar com os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

“Se eu tivesse que optar de novo, eu optaria por ser bombeiro militar é uma carreira que eu amo, onde eu gosto do que faço e que faço com muito orgulho”, declara o sargento Nildo, que integra a corporação há 28 anos.

“É bastante arriscado, eu sei, já tive medo, em vários momentos a gente tem receio de fazer, mas a minha profissão é o meu lazer também, eu adoro o que eu faço. Eu não vou trabalhar, eu vou fazer uma coisa que eu gosto. Salvar vidas pra mim é um prazer”, declara a cabo Kassandra, 12 anos de profissão.

Atendimentos
Quando uma pessoa abre um chamado para a Central, pelo número 193, e descreve o que acontece, as equipes se preparam para os atendimentos, física, estrutural e psicologicamente. Mas a informação inicial dá apenas uma noção do que espera por eles. Ao chegar em cada ocorrência é que se tem a dimensão da responsabilidade da profissão.

“A ocorrência quando a gente vai é uma caixinha de surpresas, a regulação nos passa uma coisa e quando a gente chega lá, às vezes, é completamente diferente. Não temos certeza do que a gente vai pegar. Uma ocorrência nunca é igual á outra, sempre diferente, por mais que seja a mesma situação”, conta a cabo Kassandra.

Surpresa
A caixinha de surpresas relatada pela cabo Kassandra também se revelou ao cabo Juliano em agosto de 2017. Quando a equipe do helicóptero Arcanjo, em Blumenau, foi acionada para atendimento de um acidente de trânsito, o inesperado aconteceu.

“A equipe do Samu tinha dispensado o nosso apoio, mas como já tínhamos nos deslocado, continuamos verificando a situação, já que eram cinco vítimas. Quando os médicos avisaram que um das vítimas estava em estado mais grave, com aparente fratura no fêmur e hemorragia, nós fomos preparar o helicóptero para levar o paciente ao hospital o mais rápido possível”, relata. “Até aí era a minha rotina, mas eu senti um puxão na farda e o paciente falando: “Ju, sou eu”. E eu não reconheci a vítima, que já estava com os equipamentos para o transporte, cobrindo parte do rosto e questionei: eu quem? E a vítima respondeu: “sou eu, o Rafa”. Quando percebi, a vítima era o meu irmão. Tentei não me abalar, me manter frio para continuar o atendimento e levá-lo, com as outras vítimas, para o hospital”, relembra.

Fonte: Ascom



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